Responsabilidade Social

O que é...

  A Responsabilidade Social pode ser vista como uma obrigação do Estado, que a executa através de políticas públicas financiada por impostos, ou uma obrigação do Indíviduo, como voluntario em Ongs, ou como um doador que financia as atividades de entidades beneficentes. A primeira seria a visão típica da esquerda, a segunda a visão típica da direita religiosa.

A partir de 1980 nos Estados Unidos, surgiu um movimento de extrema direita ou neoliberal que visa colocar na mão dos empresários a agenda social, que passaram a determinar quais projetos sociais deveriam receber recursos capitalistas, chamada de Responsabilidade Social Empresarial.

As empresas americanas começaram a decidir quais projetos financiar, especialmente as que mais enalteceriam as marcas e a imagem corporativa de suas empresas. Isto gerou uma competição empresarial com entidades como Exercito da Salvação e Cruz Vermelha pelo "share of mind" de consumidores e doadores, que prejudicou sensivelmente as entidades que dependem exclusivamente de suas marcas para angariar recursos.

Nem todos os empresarios aderiram a esta concepção neoliberal, preferindo continuar a criar Fundações separadas de suas empresas para não incentivar o uso de entidades beneficientes na estratégia de marketing das empresas. Bill Gates, por exemplo, criou a Fundação Bill e Melinda Gates que cuida de vacinação infantil em vez de criar um Instituto Microsoft. A Responsabilidade Social da Microsoft seria fazer bom software, respeitando o meio ambiente e as leis do país. "Ajudar" os outros seria função dos acionistas na pessoa física, nunca na juridica.

Fruto desta tendência neoliberal a maioria das empresas no Brasil tem evitado projetos sociais polêmicos como prostituição infantil, ou temas que não complementam a marca da empresa, como Cancer, Doenças Terminais, Estupro, Velhice, Pobreza, Cegueira e assim por diante, preferindo Criança e Educação.

Responsabilidade Social Empresarial segundo o Instituto Ethos, é a forma ética e responsável que a empresa desenvolve todas as suas ações, suas políticas, suas práticas, suas atitudes, tanto com a comunidade quanto com o seu corpo funcional. Enfim, com o ambiente interno e externo à organização, e com todos os agentes interessados no processo. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

As distorções...

 

A partir da década de 1990, desenvolver a cultura da Responsabilidade Social tornou-se quase um imperativo de gestão para as empresas que pretendem se manter competitivas em seus respectivos mercados. Muitas, porém, tateiam o terreno, míopes, e não encontram o caminho para o que deve ser um legítimo programa de Responsabilidade Social. Abrem-se assim os flancos para as críticas.Há quem afirme que as empresas nada mais fazem do que expiar-se tardiamente de uma culpa histórica por produzir bens e miséria a um só tempo. Teria portanto chegado o tempo de procurar "corrigir" esse mal por meio de ações sociais. Seria uma forma de reportar-se à sociedade nos seguintes termos: "OK, sabemos que durante os últimos 200 anos nós nos portamos muito mal, poluímos rios, devastamos florestas, extinguimos espécies

animais e vegetais e produzimos milhões de famélicos ao redor do planeta, mas estamos dispostos a corrigir esse imenso equívoco. A partir de agora, manteremos a grama aparada nas praças da cidade". Os críticos garantem que, nesse escopo, trata-se de uma ação meramente de Marketing Social, sem resultados tangíveis. Os defensores da Responsabilidade Social dizem não ser bem essa a idéia. Segundo eles, as grandes empresas chegaram à conhecida "sinuca-de-bico": ou ajudam de fato a promover o bem estar social, independentemente da participação dos governos locais, regionais e federais, ou emborcam junto com as populações. E entram aí ações em prol do meio ambiente, da educação, da saúde, enfim, do resgate da qualidade de vida às pessoas, para que elas continuem e, em alguns casos, até voltem a ser cidadãos

e consumidores.”(Revista FAE Business, nº 9 – 2004). Por esse parágrafo já temos uma idéia que praticar responsabilidade social, não é para qualquer empresa ou melhor, qualquer uma anuncia essa prática erroneamente como um ato fenomenal. O que na realidade não é.

Segundo Emerson Kapaz – “Responsabilidade Social nas empresas significa uma visão empreendedora mais preocupada com o entorno social em que a empresa está inserida, ou seja, sem deixar de preocupar com a necessidade de gerar lucro, mas colocando-o não com  o um fim em si mesmo, mas sim como um meio para se atingir um desenvolvimento sustentável e com mais qualidade de vida.” Não se trata exatamente de responsabilidade social , retomando o processo empresarial de produção de bens e serviços e  uma possível aceitação  no mercado desses produtos, mas parece que as empresas estão apenas e tão somente atendendo ás exigências das normas de certificação dos seus produtos;, quer sejam eles bens ou serviços.

Mas vamos um pouco mais adiante e tomamos como base a colocação de Miguel Krigsner – “O primeiro passo para qualquer ação de responsabilidade social em empresas passa pela conscientização dos empreendedores e, principalmente, dos acionistas majoritários de que o consumidor valoriza a diferença entre empresas que são socialmente responsáveis e outras que não têm essa preocupação. Os governos de forma geral em todo o mundo já não conseguem mais atender às demandas  econômicas, sociais, políticas e ambientais, cabendo às empresas dividir essa responsabilidade, pois formamos uma grande força alavancadora na sociedade.” Quando ele ser refere a governo está no todo correto. Mas ninguém conscientiza ninguém. O máximo que se pode fazer em um curto espaço de tempo é a sensibilização. A conscientização leva-se no mínimo gerações após gerações. Considerando um sistema capitalista, a sensibilização tem que ser transformada em números, moeda, rentabilidade, custo, benefício.

Na realidade, a responsabilidade social no Brasil, começa a ser discutida anda nos anos 60, com a criação da Associação dos Dirigentes Cristãos de Empresas (ADCE), segundo o Prof. Francisco Graça de Mora, muitos analistas e cientista sociais e profissionais do terceiro setor,  desconhecem a própria história de luta do país, um dos princípios dessa entidade  baseia-se na aceitação, por seus membros, de que a empresa além de produzir bens e serviços, possui a função social que se realiza em nome dos trabalhadores e do bem-estar da comunidade.

Embora, a idéia já motivasse discussões, apenas em 1977 mereceu destaque a ponto de ser tema central do 2º Encontro Nacional de Dirigentes de Empresas.

Balanço Social...

  Em 1984, ocorre a publicação do primeiro Balanço Social de uma empresa brasileira a Nitrofértil. O movimento de valorização da responsabilidade social empresarial ganhou forte impulso no Brasil, na década de 90, por meio da ação de entidades não-governamentais, institutos de pesquisa e empresas sensibilizadas pelas questão. O trabalho do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas  -  Ibase – “Consolidar parcerias com organizações sociais no Brasil e nos demais países da América Latina, e cobrar uma postura ética, práticas responsáveis e transparência no meio empresarial e nas organizações da sociedade civil. Esses são os objetivos da linha programática Responsabilidade Social e Ética nas Organizações.

Além disso, a capacitação de  ONGs, sindicatos e movimentos sociais, nas ferramentas da responsabilidade social das empresas, tais como Balanço Social, ampliando as articulações, o conhecimento e a capacidade da sociedade civil organizada neste tema. Nesta linha programática, desenvolve-se dois projetos:

Responsabilidade Social das Empresas (SER) e Balanço Social. Em 2005, continuar reforçando a campanha para que empresas que atuam no Brasil publiquem o Balanço Social – demonstrativo divulgado anualmente, reunindo informações sobre projetos, benefícios e ações sociais e ambientais dirigidas a empregados(as), investidores, analistas de mercado, acionistas e à comunidade. Até 2004, contabilizar 734 Balanços Sociais de empresas já publicados no modelo Ibase e disponíveis para consulta.

Além disso, durante o ano estaremos divulgando argumentos e indicadores a partir da análise dos Balanços Sociais das empresas. Assim, acreditamos estar interferindo no debate público, ampliando as articulações e a capacidade crítica da sociedade civil no âmbito da RSE.

Considerando o público diverso envolvido no debate sobre o tema, o Ibase participou da elaboração de outros três modelos de balanço social:

"Red Puentes": Rede Latinoamericana de RSE

A Red Puentes, criada em janeiro de 2002 durante o FSM, tem entre seus objetivos o fortalecimento de parcerias internacionais que estimulem práticas empresariais socialmente responsáveis, utilizando o Balanço Social e outras ferramentas de responsabilidade social como instrumento.

Por meio da iniciativa, é possível fortalecer a construção, consolidação e disseminação do conceito de RSE a um público mais amplo, bem como sensibilizar as organizações da sociedade sobre a importância do Balanço Social e de seus indicadores para o controle público cidadão.

Atualmente, 31 instituições – entre ONGs, sindicatos, organizações ambientalistas, organizações de defesa dos consumidores e consumidoras, defesa dos direitos das mulheres e movimentos sociais da Argentina, Brasil, Chile, México, Uruguai e Holanda – integram essa articulação latinoamericanas.

Muitas vezes a história do Ibase confunde-se com a trajetória pessoal do sociólogo Hebert de Souza, o Betinho, um de seus fundadores e principal articulador, e no texto “O Poder do Cidadão”, ele  instiga o cidadão a lutar – “ Não é por acaso que a palavra cidadania esta´sendo cada vez mais falada e praticada na sociedade brasileira. Uma boa onda democrática que vem rolando mundo afora chegou ao Brasil há algum temo e tem nos ajudado a descobrir como dar conta do que acontece na vida pública.

Cidadania é a consciência de direitos democráticos, é a prática de   quem está ajudando a construir os valores e as práticas democráticas. No Brasil, cidadania é fundamentalmente  a luta contra a exclusão social, contra a miséria, e mobilização concreta pela mudança do cotidiano  e das estruturas que beneficiam uns e ignoram milhões de outros. E querer mudar a realidade a partir da ação com os outros, da elaboração de propostas, da crítica, da solidariedade e da indignação com o que ocorre entre nós.”

“Betinho apostou na cidadania. investiu nos movimentos sociais e nos grupos comunitários, nos comitês de cidadania, nas associações e organizações civis de todo o tipo, nas manifestações culturais e artísticas como escolas de cidadania. O maior desafio deixado por Betinho talvez seja a capacidade de indignar-se e reagir frente às injustiças e exclusões. Sem sombra de dúvida, Betinho foi um grande lutador. Lutou pela vida antes de tudo; sua própria vida e a de todos nós.”          Sociólogo e Diretor de Planejamento do IBASE  - Cândido Grzybowski.

Em 1995 foi criado o Gife, entidade que se preocupou como tema da filantropia, cidadania e responsabilidade empresarial, adotando, por assim dizer o termo “cidadania empresarial”, para designar as atividades que as corporações realizassem para a melhoria e transformação da sociedade.

Grupo de Institutos, Fundações e Empresas - é a primeira associação da América do Sul a reunir organizações de origem privada que financiam ou executam projetos sociais, ambientais e culturais de interesse público.
O GIFE atua fortemente na busca de soluções para a superação das desigualdades sociais brasileiras, tendo como objetivo estratégico influenciar as políticas públicas por meio de parcerias e do compartilhamento de idéias, ações e aprendizados com o Estado e outras organizações da sociedade civil.
Para alcançar esse objetivo, o GIFE baseia seu trabalho no fortalecimento político-institucional, na capacitação e no apoio à atuação estratégica de seus associados e de institutos e fundações, especialmente de origem empresarial.
História - A partir da metade da década de 80, cresce no Brasil a conscientização da necessidade de encontrar formas de parcerias entre o Estado e as organizações da sociedade civil na busca de soluções para as desigualdades sociais do país. Dispostas a encontrar esses caminhos e a aperfeiçoar o trabalho que vinham desenvolvendo, diversas organizações de origem empresarial criaram em 1989, em São Paulo, um grupo de discussões sobre filantropia. As ações desse grupo, que se reunia informalmente a cada dois meses, foram o embrião do GIFE. No início dos anos 90, sucessivos escândalos envolvendo o setor público levaram essas organizações a repensar sua informalidade. O desgaste das ações filantrópicas na opinião pública, provocado pela corrupção no sistema social e na Legião Brasileira de Assistência (LBA), forçou o grupo a mostrar ao país que havia muitas organizações realizando um trabalho sério na área social, investindo recursos privados com fins públicos.
Assim, em 26 de maio de 1995 realizou-se a Assembléia de Constituição do GIFE, com a presença de 25 organizações, tendo como seu primeiro documento aprovado o Código de Ética. Nestes quase dez anos de atuação, o GIFE se consolidou como uma referência no Brasil sobre investimento social privado e vem contribuindo para a criação de outras associações similares na América Latina.

No ano de 1998, Oded Grajew fundou o Instituto Ethos - O Instituto Ethos de empresas e Responsabilidade Social é uma organização não-governamental criada com a missão de mobilizar, sensibilizar e ajudar as empresas a gerir seus negócios de forma socialmente responsável, tornando-as parceiras na construção de uma sociedade sustentável e justa. Seus 1033 associados – empresas de diferentes setores e portes – têm faturamento anual correspondente a cerca de 30% do PIB brasileiro e empregam cerca de 1 milhão de pessoas, tendo como característica principal o interesse em estabelecer padrões éticos de relacionamento com funcionários, clientes, fornecedores, comunidade, acionistas, poder público e com o meio ambiente.
Idealizado por empresários e executivos oriundos do setor privado, o Instituto Ethos é um pólo de organização de conhecimento, troca de experiências e desenvolvimento de ferramentas que auxiliam as empresas a analisar suas práticas de gestão e aprofundar seus compromissos com a responsabilidade corporativa. É hoje uma referência internacional no assunto e desenvolve projetos em parceria com diversas entidades no mundo todo.
O Instituto Ethos trabalha em cinco linhas de atuação:
1. ampliação do movimento de responsabilidade social empresarial (sensibilização e engajamento de empresas em todo o Brasil, articulação de parcerias, sensibilização da mídia para o tema da RSE, coordenação da criação do comitê brasileiro do Global Compact etc); 2. aprofundamento de práticas em RSE (Indicadores Ethos de RSE – incluindo versões para micro e pequenas empresas e alguns setores da economia –, Conferência Nacional anual para mais de 1 mil participantes, constituição de redes de interesse, promoção da publicação de balanços sociais e de sustentabilidade, produção de publicações e manuais práticos); 3. influência sobre mercados e seus atores mais importantes no sentido de criar um ambiente favorável à prática da RSE (desenvolvimento de critérios de investimentos socialmente responsáveis com fundos de pensão no Brasil, desenvolvimento de programa de políticas públicas e RSE, participação em diversos conselhos governamentais para discussão da agenda pública brasileira). 4. Articulação do movimento de RSE com políticas públicas:
4.a) desenvolvimento de políticas para promover a RSE e desenvolver marcos legais; 4.b) promoção da participação das empresas na pauta de políticas públicas do Instituto Ethos; 4.c) fomento à participação das empresas no controle da sociedade, por meio de acompanhamento e cobrança das responsabilidades legais, transparência governamental e conduta ética;
4.d) divulgação da RSE em espaços públicos e eventos;
4.e) estruturação de processos de consulta a membros e parceiros da companhia.
5. Produção de informação (pesquisa anual Empresas e Responsabilidade Social – Percepção e Tendências do Consumidor, produção e divulgação de conteúdo e um site de referência sobre o tema na internet, coleta e divulgação de dados e casos das empresas, promoção do intercâmbio com entidades internacionais líderes no tema da responsabilidade social.
A missão do Instituto Ethos é “Mobilizar, sensibilizar e ajudar as empresas a gerir seus negócios de forma socialmente responsável, tornando-as parceiras na construção de uma sociedade sustentável e justa”.

O Instituto Ethos propõe-se a disseminar a prática da responsabilidade social empresarial, ajudando as instituições a: 

1. compreender e incorporar de forma progressiva o conceito do comportamento empresarial socialmente responsável; 

2. implementar políticas e práticas que atendam a elevados critérios éticos, contribuindo para o alcance do sucesso econômico sustentável em longo prazo; 

3. assumir suas responsabilidades com todos aqueles que são atingidos por suas atividades; 

4. demonstrar a seus acionistas a relevância de um comportamento socialmente responsável para o retorno em longo prazo sobre seus investimentos; 

5. identificar formas inovadoras e eficazes de atuar em parceria com as comunidades na construção do bem-estar comum;

6. prosperar, contribuindo para um desenvolvimento social, econômica e ambientalmente sustentável.

O Prof. Francisco Graça de Moura, expressa claramente o ganho empresarial com base na responsabilidade social: “Cada vez mais valoriza-se a consciência de que uma gestão socialmente responsável pode trazer inúmeros benefícios às empresas. Em muitos depoimentos e pesquisas, a responsabilidade social aparece como o motivador do apoio da sociedade e dos investidores internacionais, de um espaço crescente aberto pela mídia, de um bom clima organizacional, do recrutamento  e manutenção de pessoas talentosas. A responsabilidade social pode ser mais eficaz em países subdesenvolvidos do que em países desenvolvidos. Isso é o que revelou o relatório "Criando Valor - o business case para sustentabilidade em mercados emergentes", realizado pela consultoria britânica SustainAbility e pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, que cobriu cerca 240 casos de mais de 170 empresas de países em desenvolvimento. "Nós pretendíamos descobrir se responsabilidade social era um luxo de países desenvolvidos, e constatamos exatamente o contrário, que ela pode ser mais eficaz em países em desenvolvimento", afirma Jodie Thorpe, conselheira da SustainAbility.

A versão em português do relatório foi apresentada no prédio da Fiesp (Federação das Indústria do Estado de São Paulo), com o nome de "Criando Valor - o business case para sustentabilidade em mercados emergentes", e contou com a presença de representantes do Instituto Ethos, do IFC, do SustainAbility, da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), da FIESP, e do governo federal.

O estudo identificou quais efeitos cada ação de sustentabilidade poderia ter nas companhias. As ações foram divididas em governança e engajamento, foco ambiental, produtos e serviços ambientais e desenvolvimento socioeconômico. Os fatores de sucesso comercial eram divididos em: crescimento de receitas e acesso de mercado, economia de custos e produtividade, acesso ao capital, gestão de riscos e credibilidade, capital humano, e valor da marca e reputação.

As oportunidades mais promissoras identificadas foram a redução dos custos pela diminuição do impacto ambiental e pelo bom tratamento aos funcionários, além do aumento de receita pela melhoria do meio ambiente e favorecimento da economia local.

Participaram do estudo 19 empresas brasileiras, entre elas a C&A, a Odebrecht e a Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), Volkswagen e Nova Dutra. A Volkswagen foi citada pelo seu projeto AidsCare, iniciado em 1996, que visa educar os empregados em relação à doença. O projeto resultou em uma redução de 90% nas hospitalizações e 40% no custo com tratamento.

Na Nova Dutra, programas de educação no trânsito levaram a uma redução de mais de 50% em acidentes fatais. A concessionária implementou a campanha "Saúde do caminhoneiro", que oferece consultas médicas, psicólogos e palestras educativas, e diminui o número de acidentes.

"Sustentabilidade nada tem a ver com relações públicas, mas com melhores operações" , diz Peter Woicke, do IFC, que financia empresas comprometidas com questões sócio-ambientais.

A IFC tem ações na Microinvest, uma instituição financeira especializada em financiamento para microempresários pobres do Rio de Janeiro. Woicke garantiu apoio de consultoria do IFC às empresas participantes do programa "Fome Zero. Segundo Ricardo Yuong do Instituto Ethos – “

Proporcionar ganhos de imagem e de marca, aumentar a competitividade da empresa no mercado e instituir um modelo de desenvolvimento econômico sustentável. Essas são apenas algumas vantagens da responsabilidade social apontadas por Ricardo Young, presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos, CEO do Yázigi Internexus, coordenador do World Business Academy e um dos fundadores da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Em cinco anos de fundação, o instituto desempenhou um papel fundamental na divulgação, orientação e mobilização para a adoção de práticas socialmente responsáveis na gestão das empresas no Brasil. “A grande inovação do Ethos é que ele colocou a questão da responsabilidade social em dois eixos: no da gestão empresarial e no da sustentabilidade econômica”, afirma. Segundo Young, por ser um movimento que demanda tempo para ser incorporado na gestão das empresas, grande parte das companhias ainda não adotaram a responsabilidade social. Mesmo assim, o Brasil é um dos países em que essa prática mais avança no mundo. Nesta entrevista concedida à Empreendedor,Young conta como a responsabilidade social vinha sendo conduzida no Brasil antes do início das atividades do Instituto Ethos e avalia o que mudou em cinco anos de atuação. Além disso, ele apresenta as ferramentas de gestão desenvolvidas pelo instituto para orientar as empresas a pôr em prática a responsabilidade social e também diz como é possível estimular ainda mais essa prática no país De acordo com uma pesquisa da Melo Neto & Fores esses ganhos com a responsabilidade social resultariam no chamado “retorno social institucional.”

Hoje, as empresas não têm dúvidas de que a responsabilidade social é um valor e um know-how que precisam incorporar. No entanto, para incorporar leva mais tempo, porque não depende só da vontade; depende da preparação de recursos humanos, de acesso ao conhecimento. Os indicadores mostram que as empresas têm que fazer, em cada uma das áreas, um esforço de médio e longo prazo para que sejam na íntegra socialmente responsáveis. Acreditamos que embora o movimento hoje tenha o grande benefício de ser conhecido, de estar influenciando empresas, universidades e mídia, ainda está longe de estar sendo incorporado na gestão de grande parte das empresas, embora isso vá ocorrer. Não tenho dúvidas de que isso vai ocorrer.

O Brasil tem essas coisas incríveis. Assim como a internet entrou no Brasil tardiamente em 1997, enquanto que nos EUA em 1991 ela já estava assumindo proporções importantes, há uma disseminação muito grande de novos movimentos, e o Brasil se adapta rapidamente a eles. Até por não ter uma tradição muito arraigada, o país tem uma capacidade que permite a incorporação e a aceleração de alguns movimentos. A responsabilidade social é um deles. O Brasil é, sem dúvida nenhuma, um dos países onde a questão da responsabilidade social está mais avançada.

No primeiro momento, ele é um movimento que indica o porquê da responsabilidade social e os ganhos que uma empresa pode ter com a responsabilidade social. Em um segundo momento, esse movimento sinaliza a mídia. Isto é, a responsabilidade social ajuda que a sociedade civil organizada combata as desigualdades sociais e possa junto com o governo acelerar o enfrentamento das desigualdades. Num terceiro momento, o Ethos, juntamente com outras entidades, ajudou as universidades a começar a tratar do tema. Atualmente, 32 universidades de Administração e Economia no país já implantaram a disciplina de Responsabilidade Social.

Os benefícios são muitos. Como exemplo, vou citar um aspecto relacionado com os colaboradores das empresas. Hoje, vivemos na era da tecnologia da gestão do conhecimento, e a vantagem competitiva da empresa está na capacidade de dar saltos tecnológicos. Ora, os saltos tecnológicos dependem de um nível de eficiência e criatividade dos colaboradores, que só podem ser alcançadas se eles viverem em um ambiente profissional e estimulante. Não é à toa que no auge da febre da internet, na década de 90, as empresas deixavam que os colaboradores levassem até animais de estimação para o ambiente de trabalho. Se eles não se sentissem em um ambiente de trabalho estimulante, eles não criavam. Isso, guardadas as proporções, ocorre hoje em todas as empresas, que para poderem dar saltos competitivos precisam ter pessoas criativas, inteligentes, mobilizadas e dedicadas, o que só ocorre em bons ambientes de trabalho. Num ambiente de trabalho onde não há confiança, as pessoas não vão dar o melhor de si; onde não há prazer, as pessoas vão lá para cumprir o expediente... Não vão pensar criativamente em nada. Isso é só para pegar um aspecto do quanto um bom lugar para trabalhar pode ser chave na questão.

Existe aquela máxima de que se pode enganar alguém por algum tempo, muitas pessoas por muito tempo, mas não se pode enganar todo mundo, o tempo todo. Então, as empresas que usam o marketing social de modo oportunista estão sabotando a própria condição da responsabilidade social, que é transparência e confiança. Quando são desmascaradas, elas são destruídas. Hoje o risco do marketing social oportunista é muito alto porque, uma vez denunciada, essa empresa perde credibilidade. Um dos fatores mais importantes da responsabilidade social é credibilidade. Quer dizer, a empresa goza da confiança dos clientes, dos colaboradores, do mercado, das instituições, do governo e assim por diante. Se ela perde credibilidade, vai depender unicamente e apenas de seu poder econômico. As empresas que fazem marketing social oportunista, além de correrem esse risco, são rapidamente desmascaradas, porque vivemos em uma época em que a informação flui muito rápido. Não dá para enganar o mercado. Na economia da tecnologia da gestão do conhecimento não dá para não ser transparente por muito tempo.”

Otaviano Canuto é professor da Unicamp e escreve sobre “O VALOR DA RESPONSABILIDADE SOCIAL DAS EMPRESAS  - Ser uma empresa "do bem" pode render lucros e dividendos. Veja-se a diversificada argumentação presente nos textos finalistas da primeira edição do Prêmio Ethos-Valor, sobre a responsabilidade social das empresas. Um exemplo da atenção prestada, por investidores, à responsabilidade social das empresas está no conjunto de índices de "investimentos éticos", FTSE4Good, nascido há um mês. O Financial Times e a Bolsa de Londres lançaram uma nova série de quatro índices, desta vez medindo o desempenho de empresas na Inglaterra, Europa, América e Resto do Mundo que se qualifiquem ao trocadilho contido no nome dos índices. Entram apenas empresas que atendam certas medidas pré-estabelecidas de bom comportamento quanto a questões ambientais, sociais e humanitárias. As taxas cobradas vão para a UNICEF. Pesquisas mostram um crescente interesse de investidores em privilegiar aplicações que, desde que apresentem um retorno "normal" ou médio, ofereçam o bônus da boa reputação "ética". Na Inglaterra, o investimento em tais fundos se expandiu em 1.750% entre 1989 e 2000, alcançando US$ 5,5 bilhões, segundo dados da revista The Economist. Questão de gosto e preferência de investidores não se discute. Talvez os investidores "éticos" não tenham ido às ruas de Seattle, Praga, Québec ou Gênova. Mas a indignação com as mazelas do cenário sócio-ambiental no mundo também atinge parcela das camadas sociais mais abastadas. A demarcação do conteúdo da responsabilidade social ainda está longe de ser consensual e precisa. Uma das críticas lançadas ao FTSE4Good, por exemplo, foi o fato de não incluir "corrupção" (passiva ou ativa) como fator de exclusão de empresas. Contudo, quaisquer que sejam os critérios aceitos pelos aplicadores de fundos, abre-se a possibilidade de que empresas com boa reputação neles se habilitem a fontes de financiamento mais baratas, o que por si só lhes oferece uma vantagem competitiva. A novidade, porém, é que pode haver algo além da consciência de investidores e de filantropia empresarial. Na FEA-USP, a professora Fernanda Gabriela Borger defendeu uma tese de doutorado em administração sobre o tema. Abordou, entre vários tópicos, a hipótese de haver possíveis círculos virtuosos entre a responsabilidade social e o bom desempenho produtivo e gerencial de empresas. No que diz respeito ao manejo de recursos naturais e do ambiente físico, já existe um acervo de experiências nas quais, em circunstâncias diversas, a gestão adequada mostrou-se fonte de ganhos de produtividade, ao invés de ser restrição à maximização de lucros. Nas práticas trabalhistas, por seu turno, os especialistas em RH já vêm há muito reiterando que são essenciais a motivação e o comprometimento dos trabalhadores, no caso de atividades que lhes exigem o uso simultâneo de capacidades de concepção e execução. Neste caso, salários mais altos ajudam, mas naturalmente aqueles dois atributos são mais difíceis de encontrar em ambientes de trabalho de empresas sem responsabilidade social em seu próprio âmbito.  Os estudos de caso da tese da professora Borger revelam, inclusive, como fator de motivação e comprometimento dos empregados, o orgulho de fazer parte de empresas vistas como socialmente responsáveis, tendo-se como referência sua postura em relação também a mercados, a fornecedores e à comunidade. A má notícia é que o círculo virtuoso varia de setor para setor. Pode-se inferir que, em economias mais primitivas, que dependam de extração de recursos naturais e/ou de uso de mão de obra não qualificada, sejam menos óbvios os ganhos empresariais para a atuação socialmente responsável. A responsabilidade social também não depende apenas das "cenouras" dos ganhos pelo bom comportamento. Faz-se necessário o simultâneo "bastão" sobre o mau comportamento, algo que depende da "arquitetura externa" às empresas, ou seja, o aparato legal, cultural, de atuação da mídia etc., que as cercam. É impossível não lembrar dos recentes casos de redução disfarçada de conteúdo de embalagens no Brasil. Por fim, caso o leitor pergunte se "as empresas responsáveis são mais prósperas ou é sua prosperidade que as faz responsáveis", eu responderia que, qualquer que seja a causalidade, ela indica valer a pena investir em empresas socialmente responsáveis.” Em Busque a verdade – texto de PAULO ITACARAMBI
Coordenador-geral do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social e mestre em gestão pública. Em outras palavras também poderíamos perguntar: as empresas estão efetivamente assumindo a responsabilidade social ou estão mais se promovendo do que fazendo?

Deve-se ressaltar que o Balanço Social, não é apenas uma simples ferramenta de

planejamento do empresário, serve também para a sociedade em seu controle social, uma vez que, como HERBERT DE SOUZA (1997), revela:

“... o balanço social atende a todos. Para os dirigentes, oferece os elementos essenciais para as decisões sobre programas e responsabilidades sociais que a empresa venha a desenvolver. Os empregados têm a garantia de que as expectativas cheguem até os patrões de uma maneira sistematizada e quantificada.

Os fornecedores e investidores passam a conhecer a maneira como a empresa encara responsabilidades em relação ao quadro humano, o que representa um indicador de como a instituição é administrada.

Todo esse processo chega até os consumidores, que verificam a qualidade dos produtos. Há uma aproximação entre a empresa e o mercado consumidor.”

 Auditoria e Certificação Social - Nos fóruns nacionais e internacionais dedicados ao tema responsabilidade social de empresa, a criação e a instituição de mecanismos de monitoramento e de prestação de contas que visam a divulgar e a dar transparência às ações desenvolvidas ganham destaque. No âmbito internacional, destacam-se as auditorias e certificações, que são normas contábeis (geralmente elaborados por organizações não-governamentais ou organismos multilaterais de comércio) que procuram estabelecer um conjunto de padrões e indicadores auferíveis, relativos às condutas trabalhistas, sociais e ambientais adotadas. Assim, como as normas ISO 9.000 e ISO 14.000 certificam empresas por sua capacitação gerencial e pelo respeito ao meio ambiente, as normas BS 8.800 e SA 8.000, criada pelos ingleses, são a ISO para a área social.

“A certificação é atribuída a todas as empresas e seus fornecedores que respeitam a legislação trabalhista em vigor e garantem aos seus empregados todos os direitos previstos na legislação.” A norma BS 8.800 refere-se à garantia das condições adequadas de segurança e saúde para os empregados. A norma AS 8.000 é mais específica, pois versa sobre a exploração do trabalho infantil e da mão-de-obra fabril no âmbito das unidades operacionais da empresa e de seus fornecedores.” (MELO NETO e FROES, 2002, p.25).

Já a norma AA1000 (Responsabilidade Social) é um indício de que o fenômeno da responsabilidade social das empresas pode ser visto como uma forma de estratégia e pode se configurar numa tendência mundial. Essa norma, também criada pelo Instituto da Responsabilidade Social e Ética (Accoutability Institute) da Inglaterra, tem como objetivo “assegurar a qualidade da responsabilidade social e ética, auditoria e relato”. É uma norma básica, e como tal pode ser usada de duas maneiras: (a) como uma moeda de troca comum para confirmar a qualidade das normas de responsabilidade social especializadas, existentes e emergentes; (b) como um sistema e processo independente e único para gerenciar e comunicar a responsabilidade e o desempenho social e ético.

A AA1000 compreende princípios (...) e um conjunto de normas de processo. (...) Os princípios e as normas de processo são sustentados pelo princípio da responsabilidade social para com os stakeholders. (...) A AA1000 objetiva apoiar a aprendizagem organizacional e o desempenho geral – social e ética, ambiental e econômica – e, por conseqüência, a contribuição da organização no sentido de um caminho para o desenvolvimento sustentável.” Cabe aqui ressaltar que tal norma pressupõe o diálogo entre todas as partes interessadas no negócio.

Duas associações empresariais, criadas a partir de 1996, se destacam como protagonistas desta nova postura diante das questões sociais no país, desempenhando o papel de catalisadores destes preceitos. São elas o Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE) e o Instituto Ethos.

O Dr. Miguel Fontes – especialista em Desenvolvimento Econômico, coloca que: “As ações sociais representam um gasto ou investimento para o país? Dependendo da resposta, essas ações podem se tornar um mero ônus para a sociedade - conhecido entre os economistas tradicionais como um instrumento de “recompensa aos perdedores”, ou podem significar a própria via para o desenvolvimento sustentável. Faz-se então necessária uma análise profunda sobre essa questão para examinar a capacidade das atividades sociais de gerar riqueza. Essa análise deve ser desenvolvida sem impulsos ideológicos e fundamentada em bases empíricas de verificação do seu impacto para o crescimento econômico e diminuição das desigualdades sociais. Dessa forma, este documento traz algumas reflexões sobre as contribuições dos investimentos sociais para a melhoria das condições econômicas do país, e apresenta alguns exemplos sobre como o investimento social resulta em lucros econômicos tangíveis para toda a sociedade. De Custo para Investimento - É comum observar estudos que tentam demonstrar formas mais eficientes de utilização dos gastos ou custos sociais. Ambos são vistos como despesas que devem ser repassadas a sociedade em razão de emergências específicas ou da necessidade de pagamento de dívidas sociais, como no caso da institucionalização de crianças identificadas como “de rua” ou “carentes”. Investimento, no entanto, não combina com gastos emergenciais, por essa razão cria-se a imagem que essas atividades não produzem riquezas econômicas, mas somente dispêndios financeiros.

Como em qualquer investimento, um retorno tangível deve ser demonstrado para que os benefícios resultantes de um projeto sejam superiores aos seus custos fixos e variáveis. A demonstração de resultados positivos contribui para que futuros investimentos sejam mobilizados para um determinado empreendimento. No caso da área social, há várias maneiras de demonstrar os benefícios tangíveis de um investimento, principalmente quando este é feito de forma planejada. Um exemplo do retorno do investimento social para a economia é o aumento da produtividade em relação aos anos de escolaridade. Com a melhoria do nível de escolaridade, como demonstrado na tabela a seguir, o nível de produtividade econômica cresce consideravelmente. Crianças que efetivamente passam de série escolar serão muito mais produtivas e a conseqüência disto será a geração de riquezas econômicas. As limitações das ciências econômicas e sociais em demonstrar esses resultados contribuem para o entendimento das razões do porquê as ações sociais têm sido consideradas como mera despesa. Ao contrário, estes indicadores revelam que o investimento social é a base fundamental para o crescimento econômico de um país e a diminuição das suas diferenças sócio-econômicas. Muitos outros indicadores podem ser identificados para demonstrar o impacto dos investimentos sociais na economia. Com a utilização de algumas técnicas de validação e avaliação de investimentos econômicos podemos chegar à conclusão de que não existe recurso melhor aplicado do que aquele destinado às atividades sociais de apoio primário ou comunitário.

 

Consideração Finais...

  O cenário mundial mudou muito nos últimos anos. A humanidade está iniciando um processo de descobrimento dela mesma e de suas reais necessidades, não porque ela quer, mas sim, através de um processo mais doloroso – a necessidade. Necessidade de saúde, de alimentação, de amparo, de planejamento, de sobrevivência.

Nenhum governo no mundo é capaz de desenvolver políticas públicas que atenda na íntegra  seu povo. A engrenagem governamental, em qualquer nível é permeada por interesses de todas as naturezas, por situações que muitas vezes colocam as pessoas envolvidas nos processos em marionetes do seu próprio cargo, oscilando de acordo com a conveniência de momentos econômicos e sociais. Logo, o que se cria e passa para o povo em geral é um sistema de ilusionismo, com fachadas, metas, principalmente, cumprimentos de metas e assim caminha o poder. Não há como mudar o rumo. Por mais que estudiosos analisem as situações e encontrem saídas possíveis, não há como fugir do inevitável: nenhum governo no mundo é capaz de desenvolver políticas públicas que atenda na íntegra o seu povo.

As instituições do terceiro setor vêm no auxílio a essas políticas públicas não atendidas. O que seria da nossa melhor idade sem as ONGs? O que seria das pessoas que precisam de um atendimento médico sem as Fundações de Saúde? O que seria dos dependentes químicos, dos portadores de necessidades especiais, dos ex-presidiários, das pessoas que necessitam de atendimento primário nas suas necessidades, das raças e das crianças e adolescentes desamparados?

A responsabilidade social empresarial  é ferramenta importante para que o trabalho das instituições do terceiro setor se fortaleça. É claro,  é uma mão dupla. Se por um lado, a contribuição financeira e de mão-de-obra é importante , o ganho-benefício, como foi exaustivamente explicado, também existe.

Mas, o problema esta em como é desenvolvida e trabalhada a responsabilidade social empresarial.

Precisamos perceber a diferença quando uma empresa atende às necessidades do sistema de normatização e a prática da responsabilidade social. Muitas vezes, a confusão se faz por mero desconhecimento, entretanto, deparamos com casos que  a empresa tenta passar uma prática que não existe,  para não ter que fazer dispêndio financeiro.

O Balanço Social, mais funciona como uma ferramenta de avaliação quantitativa e qualitativamente do papel desempenhado pela empresa no plano social, mas, não evidencia claramente a produção de riqueza ou ao aumento da produtividade.

A ética social precisa ser muito bem difundida no meio empresarial. Capital é igual a números,  números supostamente é igual a lucros/perdas. Então, a ética social passa por números, cálculos, contabilidade social com todas as letras.

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